Por que tratar a DPOC?

A DPOC é um problema crescente.

Em 2012, mais de um milhão de pacientes com DPOC passaram por uma exacerbação aguda que resultou em internação.1 Ao valor de USD 9.500 por internação média,1 o custo estimado para o sistema de saúde dos EUA é superior a USD 49 bilhões.1 Além disso, aproximadamente 22% desses pacientes são readmitidos 30 dias depois.2 Cada internação também é um enorme fardo para os pacientes com DPOC e suas famílias. A cada ano, essas internações representam um grande custo para o sistema de saúde dos EUA. Para enfrentar esses custos, o Medicare incluiu agora a DPOC na lista de diagnósticos prioritários para a redução de readmissões a partir de outubro de 2014. Os hospitais, o Medicare, os planos de saúde e os pacientes estão à procura de melhores soluções para os cuidados a longo prazo de pacientes com DPOC.3

Por que VNI para DPOC?

Se os pacientes com DPOC são internados em um centro médico devido a um agravamento agudo, eles são muitas vezes colocados em ventilação. Mas depois que recebem alta, a terapia padrão é farmacológica ou uso de oxigênio.

O oxigênio pode tratar da hipóxia causada pela troca de gases prejudicada no tecido pulmonar – insuficiência respiratória do tipo 1. Contudo, o oxigênio não trata da hipercapnia causada pela insuficiência ventilatória – insuficiência respiratória do tipo 2.  Há fortes evidências científicas de que a terapia com ventilação não invasiva (VNI) é uma opção eficaz para a maioria dos pacientes com DPOC que estão hospitalizados. O uso de VNI no tratamento de pacientes com DPOC e insuficiência respiratória do tipo 2 em ambiente doméstico não costuma ser considerado.

A pesquisa aponta para o fato de que o uso de VNI em casa:

  • Reduz as internações e minimiza os custos na perspectiva do hospital4
  • Reduz a recorrência da insuficiência respiratória hipercápnica aguda após um evento inicial em até dois terços nos primeiros 30 dias após o evento.5
  • Acarreta uma melhor qualidade de vida6-7

Monitoramento de dados para um acompanhamento bem-sucedido do paciente:

  • O monitoramento remoto de pacientes com DPOC pode ajudar a determinar:
  • Se o paciente aderiu à terapia e está usando de forma contínua sua terapia de VNI pelo período recomendado
  • A frequência respiratória do paciente em casa, o que pode ajudar o médico a identificar e possivelmente prevenir uma exacerbação aguda8

Referências

  • 01

    R. Sonia Buist, MD, chefe da divisão de medicina pulmonar e cuidados intensivos, Universidade de Saúde e Ciência do Oregon, 2007

  • 02

    Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease – Global Strategy for the Diagnosis, Management, and Prevention of Chronic Obstructive Pulmonary Disease – Updated 2013

  • 03

    World Health organization (WHO) – The global burden of disease: 2004. Atualização publicada em 2008

  • 04

    4. Tuggey JM, Plant PK, Elliott MW. Domiciliary non-invasive ventilation for recurrent acidotic exacerbations of COPD: an economic analysis. Thorax 2003, Oct;58(10):867-71

  • 05

    5. Cheung et al. A pilot trial of non-invasive home ventilation after acidotic respiratory failure in chronic obstructive pulmonary disease. Int J Tuberc Lung Dis 2010;14:642–649

  • 06

    6. Tsolaki et al. One-year non-invasive ventilation in chronic hypercapnic COPD: effect on quality of life. Respir Med 2008;102(6):904-11

  • 07

    7. Duiverman et al. Nocturnal non-invasive ventilation in addition to rehabilitation in hypercapnic patients with COPD. Thorax 2008;63(12):1052-7

  • 08

    8. Yanez et al. Monitoring breathing rate at home allows early identification of COPD exacerbations. Chest 2012;142(6):1524-9

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